quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Velho, Ano Novo

Agora que o ano finda é tempo de fazer balanço do que foi feito e do que ficou por fazer, tempo de avaliar o saldo de um ano de trabalho e de relações pessoais.
O ano que finda foi conturbado nas relações pessoais e profissionais, com sofrimento e angústia; mas teve alegria, saúde, amigos novos que chegaram, amigos antigos que reapareceram, novos projectos e novos desafios.
Definiu quem é e quem não é amigo, alijou pesos mortos e trouxe definição para a estabilidade de que eu preciso tanto.
As perdas pessoais magoaram mas só serviram para crescer.
Acima de tudo, deixo o ano velho com a noção de que agi conforme entendi que devia, em consciência, e que se magoei alguém não o fiz intencionalmente.
Pus os meus filhos em primeiro lugar e isso dá-me uma tranquilidade que perdurará muito depois de se apagarem os foguetes que celebrarão a entrada do Ano Novo.
Cada Ano Novo é uma nova oportunidade de fazer o que ficou por fazer, de promessas a concretizar, melhorar o que carece de o ser, de investir mais naquilo que importa antes que seja tarde; de ler os livros por abrir, escrever os livros prometidos, passar mais tempo com os filhos, sorrir mais, ser mais paciente com os outros e comigo mesma, aceitar que um dia só tem 24 horas e que o ano não estica para além dos dias que lhe cabem.
Entro no Ano Novo com novas amizades e velhas amizades reforçadas.
Saio do Ano Velho e entro no Ano Novo continuando a ser eu mesma.
O centro da minha vida está definido, e os meus filhos são as prioridades absolutas.
Aos amigos, que sabem quem são, desejo aquilo que desejo para mim e para os meus: Saúde, Alegria e amor dos que nos são próximos. O resto virá por si.
"Façam o favor de ser felizes".

sábado, 26 de dezembro de 2009

Justificações desnecessárias

Demiti-me, sim.
Os motivos constam do comunicado.
Nada tenho que justificar, porque os amigos não precisam de justificações e os inimigos não acreditariam nelas.
Da experiência na CNEF guardarei a certeza de que é possível convergir na diferença, como disse o Senhor Dr. Rui Assis; é essa convergência na diferença que encontro raramente na Ordem nestes tempos que correm, mas que ali esteve sempre presente.
Guardarei também os 11 amigos que fiz, incluindo o Senhor Dr. Marco Gonçalves, do CDM, que substituiu durante algum tempo a Senhora Dra Patrícia Vasconcelos e que por isso contribuiu também para aquilo que de positivo resultou do nosso trabalho.
Tenho um grande orgulho em ter pertencido àquele grupo, que divergiu com frequência mas que encontrou sempre forma de convergir onde era essencial que houvesse diálogo e construção.
Senhor Dr. Rui Santos, meu Presidente, meu Amigo, meu exemplo, foi honrada que aceitei o teu convite, mas maior honra tive em trabalhar sob a tua presidência. Mal andará a nossa Ordem se quem manda for incapaz de perceber os motivos que nos levaram à demissão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mudanças

Fui ontem a uma Conservatória do Registo Predial, e a confusão era mais que muita. Estavam em mudanças.
A explicação é esta.
Eu só queria saber, agora que as 9 Conservatórias do Registo Predial são uma só, se vão funcionar da mesma maneira, pior ou melhor.
Espera-se sempre que as mudanças sejam para melhor, portanto tenho esperança.
Sei que agora encontro "balcões" de registo predial em vez de encontrar Conservatórias.
Torna-se mais fácil ir a um balcão quando existem vários do que ir a um só local?
É provável que sim, a crer no que aconteceu com a criação das Lojas do Cidadão.
Mas como eu sei por experiência própria a confusão que dá e o tempo que leva a pedir uma certidão de registo ainda não informatizado desde que foram fundidas as Conservatórias do Registo Civil, vou esperar para ver...